A sociedade aberta de intérpretes do direito penal

A justiça restaurativa como o caminho para adequar o direito penal ao contexto de uma sociedade pluralista

Autores

  • Alina Mourato Eleoterio Faculdade Dois de Julho. Universidade Federal da Bahia. Jus Podivm

Palavras-chave:

justiça restaurativa, democratização do direito penal, sociedade pluralista, direitos fundamentais

Resumo

A justiça restaurativa é um modelo alternativo de solução de conflitos penais, no qual vítima, o infrator e comunidade constroem, de forma consensual, a solução para o conflito nascido da prática de uma infração. Embora referido modelo seja fomentado pela Organização das Nações Unidas e já tenha sido implementado em vários países (inclusive no Brasil), ainda é alvo de muitas críticas. Estas se direcionam, sobretudo, à questão da legitimidade da vítima e do infrator para solucionar os conflitos penais, sob o argumento de que a natureza eminentemente pública do delito e das consequências dele decorrentes seriam inconciliáveis com essa nova proposta. Diante desta crítica, o presente artigo tem como objetivo principal demonstrar que a legitimidade da vítima, do infrator e da comunidade decorreria, principalmente, da necessidade de democratização do direito penal, do exercício do direito de cidadania, bem como do plexo de direitos fundamentais que lhe são garantidos constitucionalmente. Enfim, decorreria da premente necessidade de adequar o direito penal ao contexto de uma sociedade pluralista.

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Publicado

2013-01-05

Como Citar

Eleoterio, A. M. (2013). A sociedade aberta de intérpretes do direito penal: A justiça restaurativa como o caminho para adequar o direito penal ao contexto de uma sociedade pluralista. Entre Aspas, 3, 266–281. Recuperado de https://revistaentreaspas.emnuvens.com.br/revista/article/view/172

Edição

Seção

Artigos