E agora, mundo?
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Referências
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2021/01/brasil-registra-mais-de-mil-mortes-por-covide-mais-de-60-mil-casos-em-24-horas.shtml. Acessado em 13 de janeiro de 2021. Já passamos o triplo de dos brasileiros mortos na Guerra do Paraguai, que durou quase seis anos.
https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2021/01/13/eua-registram-recorde-de-4470-mortes-por-covid-19-em-um-dia.htm. Acessado em 13 de janeiro de 2021.
Veja, por exemplo, o que disse o presidente de uma grande empresa aérea: “Sem ajuda governamental a indústria não sobrevive. A depender de quanto tempo durar a crise, com demanda inexistente, as empresas chegarão em situação de insolvência absoluta. E aí vai precisar uma ajuda mais contundente. As empresas precisam ter acesso a crédito. E ele terá de vir de fundos públicos.” Disponível em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/04/22/setor-aereo-nao-sobrevive-sem-ajuda-dogoverno-diz-presidente-da-latam.htm?fbclid=IwAR22At3khdy--bdgXHf7au2J0Y4thhfswEeHB-Gp4YySUburrjNCBKg4Q9wY. Acesso em 26 de abril de 2020.
Este “Programa de Alívio de Ativo Problemático” previa a liberação de 700 bilhões de dólares em ajuda para os bancos. No seu anúncio, em 24 de setembro de 2008, disse o republicano George W. Bush: “Eu acredito muito na livre iniciativa, por isso o meu instinto natural é se opor a intervenção do governo. Eu acredito que as empresas que tomam más decisões devem sair do mercado. Em circunstâncias normais, eu teria seguido esse curso. Mas estas não são circunstâncias normais. O mercado não está funcionando corretamente. Houve uma perda generalizada de confiança, e grandes setores do sistema financeiro da América estão em risco.”
ANDERSEN, Hans Christian. A roupa nova do Rei. Conto de 1837.
Disponível em: https://www.clarin.com/cultura/tragedia-freud-pandemia-cambioteoria_0_GmhBP71Bq.html?utm_term=Autofeed&utm_medium=Social&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR3ys9swhO8wQtW1dwEA1_MZwkckpH-zqzu5yJANpzpO7347XOXe7WFLeW7c#Echobox=1587490682. Acesso em 13 de janeiro de 2021.
SCHLINK, Bernhard. O Leitor. Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 198. Nesse romance, que trata muito bem as questões da culpa e da vergonha (adaptado para o cinema por Stephen Daldry, em 2008), Michael Berg, um jovem advogado, muito interessado no direito durante a época do Terceiro Reich, chega a uma conclusão a que também cheguei, há anos: “Era uma felicidade para mim ver como os artigos do código penal foram produzidos como guardiões solenes da boa ordem, transformando-as em leis que se esforçavam por ser belas e, com sua beleza, dar provas de sua verdade. Durante muito tempo acreditei que há um progresso na história do direito, apesar de terríveis retrocessos e passos para trás, um desenvolvimento em direção à maior beleza e à verdade, à racionalidade e à humanidade. Desde que me ficou claro o fato de tal crença ser uma quimera, trabalho com uma outra imagem do percurso da história do direito. Nessa imagem, o percurso ainda se orienta para uma meta, mas a meta de que se aproxima, após diversos abalos, desorientações e fanatismos, é o seu próprio ponto de partida, de onde, assim que o alcança, precisa partir novamente.” E pergunta, então, lembrando-se de Homero: “Ulisses não retorna para ficar, e sim para partir novamente. A Odisséia é a história de um movimento ao mesmo tempo em direção a uma meta e sem meta nenhuma, bem-sucedido e em vão. Em que a história do direito é diferente disso?.” Em nada, digo eu!
CAMUS, Albert. A Peste. Rio de Janeiro: Best Seller, 2018, p. 118.
WATERS, Roger, “Another Brick In The Wall, Pt. 2”.
ORSON, Welles, “Citizen Kane” (1941).
BLOCH, Ernst. O Princípio da Esperança. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005, p. 194.
BRODSKY, Joseph. Sobre o Exílio. Belo Horizonte: Âyiné, 2016, p. 21.

