Colaboração premiada
Entre fatos e teses
Palavras-chave:
Direito Penal, Processual Penal, Acordo, Negócio Jurídico, Colaboração, Efeitos, Sanções Premiais, Controle, Direitos e Garantias Fundamentais, Persecução penal, FuncionalidadeResumo
O presente trabalho aborda um tema que divide opiniões no cenário jurídico brasileiro: a colaboração premiada enquanto negócio jurídico penal. Os críticos apontam que a utilização do instituto implica em reconhecer a falência do Estado para combater o crime organizado, alinhando-se a anseios punitivistas, sob falso discurso de combate à criminalidade. Entretanto, tem sido utilizada com frequência cada vez maior, sobretudo, em casos penais que envolvem corrupção, crimes diversos contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro, dentre outros complexamente estruturados, que, por si sós, demandam técnicas mais aprimoradas de apuração, tendo em vista as dificuldades investigativas e probatórias. Assim, pretende-se justificar a utilização dos acordos de colaboração, enquanto instrumento útil à persecução criminal, somente quando estes observem direitos e garantias constitucionais e quando atendam aos requisitos estruturais típicos. Portanto, este artigo, considerando a inexistência de teses solidificadas sobre o assunto, sem tratar de casos específicos apreciados pela justiça brasileira e sem a menor pretensão de esgotar a temática, traça uma evolução histórica dos elementos negociais com influência no Direito Penal brasileiro, construindo conceitos e extraindo fundamentos, a partir de revisão literária e de análise de julgamentos realizados pela Suprema Corte.
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