Policiamento preditivo e inteligência artificial

Proteção de direitos fundamentais e mecanismos de controle

Autores

  • Ana Lúcia Tavares Ferreira Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Algoritmos, Direitos Humanos, Policiamento Preditivo, Reconhecimento Facial, Identificação biométrica

Resumo

As tecnologias de Inteligência Artificial têm sido crescentemente utilizadas nos sistemas penais, contribuindo para o melhor desempenho de atividades policiais e judiciais. A lei n. 13.675/2018 instaurou o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, e Material Genético, de Digitais e de Drogas (SINESP), introduzindo as tecnologias de inteligência artificial no sistema penal brasileiro. Entretanto, a utilização das novas tecnologias pressupõe o acesso dados pessoais e vigilância constante de indivíduos, implicando risco de lesão aos direitos fundamentais. Este artigo pretende descrever as experiências de inteligência artificial no sistema penal e o seu impacto sobre os direitos fundamentais, além de demonstrar a necessidade de investigação dos modelos adotados no Brasil e desenvolvimento de uma moldura teórica e normativa, que forneça parâmetros e mecanismos de controle para a futura regulamentação dos modelos adotados no sistema penal brasileiro.

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Publicado

2024-01-09

Como Citar

Ferreira, A. L. T. (2024). Policiamento preditivo e inteligência artificial: Proteção de direitos fundamentais e mecanismos de controle. Entre Aspas, 11, 13–25. Recuperado de https://revistaentreaspas.emnuvens.com.br/revista/article/view/28

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Seção

Artigos Convidados