A gestão jurisdicional dos conflitos envolvendo violência patrimonial contra a mulher

Autores/as

  • Danilo Menezes de Santana Universidad del Museo Social Argentino (UMSA). Fundação Getulio Vargas (FGV). Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA)

Palabras clave:

Gestão Jurisdicional, Violência Doméstica, Opressão Patrimonial

Resumen

Este artigo se dedica a examinar, com a atenção que o tema demanda, como o sistema judicial tem lidado com uma forma de violência doméstica que, embora muitas vezes silenciosa, causa um impacto profundo na vida das mulheres: a opressão patrimonial. É fundamental reconhecer que essa violência, ao minar a autonomia financeira e restringir as escolhas, aprisiona e perpetua ciclos de abuso. Essa realidade complexa exige uma atuação do Judiciário, que combine rigor técnico com uma sensibilidade humana. A Lei Maria da Penha, um instrumento legal crucial, nos convida a refletir sobre a efetividade das respostas judiciais diante dessa forma específica de violência. Para compreendermos melhor os desafios, esta pesquisa busca analisar as experiências que se manifestam nos processos, examinar documentos e comparar situações, identificando obstáculos e caminhos para uma proteção plena e justa. Almejamos contribuir para fortalecer a capacidade da justiça de oferecer amparo real, propondo mecanismos processuais sensíveis e medidas protetivas eficazes. Acreditamos que a colaboração entre os atores do sistema judicial e o apoio à autonomia financeira feminina são essenciais para uma justiça mais humana e transformadora.

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Publicado

2025-04-09

Cómo citar

Santana, D. M. de. (2025). A gestão jurisdicional dos conflitos envolvendo violência patrimonial contra a mulher. Entre Aspas, 12, 211–226. Recuperado a partir de https://revistaentreaspas.emnuvens.com.br/revista/article/view/17

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